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Publicado em 26 de jun de 2026 às 09:00
Em cinco décadas, o Sistema Anchieta-Imigrantes ampliou sua capacidade operacional, incorporou novas tecnologias e se prepara para uma nova expansão da ligação entre o planalto e o litoral paulista
São Bernardo do Campo, 26 de junho de 2026 – Há 50 anos, uma das maiores obras de engenharia rodoviária do país transformava a ligação entre São Paulo e o litoral paulista. Inaugurada em 28 de junho de 1976, a pista norte da Rodovia dos Imigrantes ampliou a capacidade de conexão entre a Região Metropolitana de São Paulo e a Baixada Santista ao superar os desafios impostos pelo relevo da Serra do Mar, com a construção de túneis, viadutos e estruturas especiais em uma área de alta complexidade ambiental.
Construída pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.), a primeira pista da Imigrantes passou a complementar a ligação já realizada pela Via Anchieta, inaugurada a partir da década de 1940, ampliando as alternativas de acesso entre o planalto e o litoral paulista e contribuindo para o desenvolvimento econômico, turístico e logístico do Estado de São Paulo.
Desde 1998, quando assumiu a administração do Sistema Anchieta-Imigrantes, a Ecovias Imigrantes deu continuidade à transformação com investimentos em infraestrutura, tecnologia, conservação e segurança viária. O principal marco desse período foi a construção da segunda pista da Rodovia dos Imigrantes, inaugurada em 2002, que ampliou a capacidade operacional do sistema e incorporou soluções de engenharia voltadas à redução dos impactos ambientais.
Ao longo da concessão, a Ecovias Imigrantes já investiu mais de R$ 11 bilhões em melhorias no Sistema Anchieta-Imigrantes, incluindo modernização da operação, atendimento aos usuários, implantação de equipamentos tecnológicos e obras de infraestrutura, como melhorias na entrada de Santos e novos acessos ao Porto de Santos.
“A história da Rodovia dos Imigrantes mostra como a engenharia brasileira evoluiu para acompanhar as necessidades de mobilidade do Estado de São Paulo. A primeira pista transformou a conexão entre o planalto e o litoral paulista. A partir da concessão, a Ecovias Imigrantes deu continuidade a essa trajetória com a construção da segunda pista, a modernização da operação e novos investimentos que preparam o sistema para os próximos anos”, afirma Ronald Marangon, diretor superintendente da Ecovias Imigrantes.
Da superação da Serra do Mar à evolução da engenharia sustentável
Com o crescimento da demanda de veículos e a necessidade de ampliar a capacidade entre o planalto e o litoral paulista, a primeira pista da Rodovia dos Imigrantes foi inaugurada em 1976. A nova ligação representou um marco da engenharia rodoviária brasileira, com a construção de túneis, viadutos e estruturas especiais em uma região de relevo acidentado e presença de Mata Atlântica nativa.
A grandiosidade da obra pode ser medida pelos números da pista norte. Com 17,8 quilômetros de extensão, a rodovia foi projetada para atravessar a Serra do Mar por meio de 11 túneis e 20 viadutos, que juntos somam mais de 12 quilômetros de obras especiais. A pista foi construída com três faixas de tráfego e traçado projetado para permitir velocidades de até 110 km/h.
No trecho de serra, foram executadas fundações e pilares fixados na rocha em profundidades de até 40 metros, além de estruturas elevadas a mais de 80 metros do solo, exigindo soluções específicas para garantir a estabilidade das encostas ao longo do percurso.
Com a concessão do Sistema Anchieta-Imigrantes à Ecovias Imigrantes, em 1998, teve início uma nova etapa de investimentos em infraestrutura, tecnologia e ampliação da capacidade operacional. O principal marco desse período foi a construção da segunda pista da Rodovia dos Imigrantes, inaugurada em 2002.
A nova pista incorporou soluções de engenharia voltadas à redução dos impactos ambientais. Enquanto a primeira pista contou com 133 pilares de sustentação e 16 canteiros de obras, a segunda foi construída com 62 pilares e apenas dois canteiros, utilizando vãos maiores entre as estruturas. A solução resultou em cerca de 40 vezes menos desmatamento em comparação à obra original.
A preocupação ambiental segue presente na operação do Sistema Anchieta-Imigrantes. Entre as iniciativas mantidas pela Ecovias Imigrantes está o viveiro de mudas da concessionária, que já produziu mais de 1 milhão de mudas nativas utilizadas em projetos de recomposição vegetal e recuperação de áreas verdes no Estado de São Paulo.
Tecnologia e operação para atender uma demanda crescente
Entre 2010 e 2025, o volume diário médio de veículos no Sistema Anchieta-Imigrantes cresceu cerca de 25%, passando de 98,5 mil para mais de 123 mil veículos por dia.
Atualmente, o sistema conta com 300 câmeras de monitoramento, 47 painéis de mensagens variáveis, 15 viaturas operacionais, 5 ambulâncias e 17 guinchos leves e pesados integrados ao Centro de Controle Operacional (CCO). Desde o início da concessão, mais de 3,4 milhões de atendimentos operacionais foram realizados, entre socorros mecânicos, atendimentos médicos, inspeções de tráfego e remoções.
Terceira pista prepara o corredor para as próximas décadas
O próximo capítulo da história da Imigrantes já começou a ser desenhado. No início de 2024, o governo do Estado solicitou à Ecovias Imigrantes o projeto para construção de uma nova ligação entre o Planalto e a Baixada Santista. Desde então, um grupo de mais de 300 profissionais se dedicou aos estudos, projetos e licenciamento desse empreendimento.
Em março de 2026, a Ecovias Imigrantes obteve a Licença Ambiental Prévia para o projeto da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes. Em breve, a concessionária deve entregar ao governo, para decisão sobre as próximas etapas, o projeto executivo da obra, que prevê ampliar a capacidade do sistema preservando as características ambientais da Serra do Mar.
Com 21,6 quilômetros de extensão, o projeto tem 80% do traçado composto por túneis, incluindo um com mais de seis quilômetros de extensão, que será o maior túnel rodoviário do Brasil. A nova ligação terá inclinação média de 4% e contará com túneis paralelos de emergência e possibilidade de operação reversível. Com a implantação da terceira pista, a capacidade do trecho de serra deverá aumentar em 25% e, para a descida de veículos pesados, o ganho estimado é de até 145%.
Ao completar 50 anos, a pista norte da Rodovia dos Imigrantes representa um marco da engenharia rodoviária brasileira e evidencia a transformação contínua de um dos principais corredores logísticos do país, conectando a história da sua construção aos investimentos que irão preparar o sistema para as próximas décadas.